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porPlataforma ONGD
fontePlataforma ONGD
a 29 SET 2015

Objectivos de Desenvolvimento sustentável: uma nova agenda de desenvolvimento

A Plataforma Portuguesa das ONGD realça a importância da adopção de uma nova Agenda de Desenvolvimento centrada nos Direitos Humanos e que visa acabar com a pobreza, promover a prosperidade, reduzir as desigualdades, proteger o ambiente e combater as mudanças climáticas até 2030.

O ano de 2015 fica marcado pela aprovação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Cimeira da ONU, em Nova Iorque. A Agenda “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” foi aprovada pelos Estados-membros das Nações Unidas na passada sexta-feira, dia 25 de Setembro, e é fruto do trabalho conjunto entre governos e cidadãos e cidadãs de todo o mundo.

Esta nova agenda de desenvolvimento tem como prazo o ano de 2030 e baseia-se nos progressos e lições aprendidas com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Contudo, e apesar de alguns progressos, continua muito por fazer: 800 milhões de pessoas vivem em pobreza extrema, milhões de mulheres sofrem ainda de discriminação, há quatro vezes mais refugiados do que há apenas cinco anos, … E podíamos apresentar aqui muitos mais dados.

Os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas definidas demonstram a escala e a ambição desta nova agenda universal que, ao contrário dos ODM, é agora focada em todos os países e não apenas nos países em desenvolvimento. Os objectivos concentram-se nas pessoas, no planeta, na paz, na prosperidade e nas parcerias tendo como compromisso base não deixar ninguém para trás. É uma agenda universal que visa influenciar positivamente a vida de todos e todas.


Esta agenda servirá de enquadramento para o trabalho das ONGD e deverá ter um impacto considerável na formulação das políticas nacionais e internacionais.

Como refere o Presidente da Plataforma Portuguesa das ONGD, Pedro Krupenski, ao jornal Público
“É ambicioso, quase beirando a utopia, mas realizável. Nunca a agenda do combate à pobreza esteve tão ligada às boas práticas de desenvolvimento sustentável. Esta é a grande novidade”.

O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, na sua intervenção na Assembleia-Geral da ONU, no dia 28 de Setembro, considerou esta nova agenda uma oportunidade para a preparação de uma era que leve à erradicação da pobreza e que contribua para um mundo mais justo e digno para todos.

Contudo, encontramos também algumas vozes que não estão muito convencidas com a nova agenda, como o Director da Global Justice Now, Nick Dearden, que referiu que
“Obviamente que todos queremos acabar com a pobreza – mas não continuar a fazer o ‘business as usual’ ou simplesmente desejar que a pobreza vá embora. Algumas pessoas são muito pobres porque outras são muito ricas. Neste sentido, desafiar a pobreza quer dizer também desafiar a saúde, desafiar o poder. E os ODS não contribuem neste sentido”.

Importa então que exista um real envolvimento dos governos, ONG, empresas e todos os cidadãos e cidadãs para que esta nova agenda seja uma realidade, que todos trabalhem em conjunto para que estes Objectivos não sejam apenas uma carta de intenções. Apesar de ser uma agenda ambiciosa, esta centra-se nos Direitos Humanos básicos a que cada um de nós deve ter acesso sem qualquer limitação.

“O facto desta nova agenda promover o equilíbrio entre as três dimensões do desenvolvimento sustentável (a dimensão económica, a social e ambiental) como condição para o desenvolvimento humano, remete para uma responsabilidade partilhada de todos. Foi agora tomada a consciência pelos 193 países do mundo que o problema de um é de todos e, como tal, somos todos parte da solução. Passemos rapidamente das palavras aos actos e contribuamos à nossa escala para um mundo com menos desigualdades”, lança como desafio o Presidente da Plataforma Portuguesa das ONGD, Pedro Krupenski.

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