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porUNICEF
fonteUNICEF
a 06 ABR 2015

A violência crescente no Iémen está a ter um impacte intolerável sobre as crianças

Com a escalada do conflito em muitas zonas do Iémen, as crianças continuam a ser mortas, feridas, deslocadas e cada vez mais expostas ao risco de doença, afirmou hoje a UNICEF.

Sabe-se que pelo menos 74 crianças foram mortas e 44 crianças ficaram mutiladas até agora, desde que os confrontos começaram a 26 de Março. Estes são os dados disponíveis mas a UNICEF acredita que o número total de crianças que foram mortas é muito maior devido à intensificação do conflito na passada semana.

“As crianças estão a pagar um preço intolerável por este conflito”, afirmou o Representante da UNICEF no Iémen, Julien Harneis, em declarações colhidas em Amã, a capital da Jordânia. “Estão a ser mortas, mutiladas e forçadas a abandonar as suas casas, a sua saúde está a ser ameaçada e a sua educação interrompida. Estas crianças deveriam ser tratadas com um respeito e uma protecção especiais por todas as partes em conflito, em conformidade com a legislação humanitária internacional.”

Em todo o país, mais de 100.000 pessoas deixaram para trás as suas casas à procura de lugares mais seguros para ficar. Os hospitais estão sob uma enorme pressão para lidar com inúmeras baixas e recursos insuficientes, para além das unidades hospitalares e outras instalações de saúde que têm sido alvo de vários ataques no decurso dos quais foram mortos, até agora, pelo menos três profissionais de saúde incluindo um condutor de ambulância.

Sempre que as condições de segurança o permitem, as equipas da UNICEF estão a trabalhar com parceiros para distribuir às famílias água segura e serviços de saúde essenciais. A agência está a fornecer combustível para o funcionamento de bombas de abastecimento de água em três cidades no Sul, incluindo Aden, onde os sistemas de água têm sido repetidamente danificados no decurso dos confrontos. Noutras províncias da região, foi relatada a acumulação de água nas ruas e fluxos de águas residuais esgotos à superfície. Nalgumas áreas as rupturas no abastecimento de água estão a fazer disparar o risco de surtos de doenças. 

A UNICEF está também a fornecer gasóleo para os geradores de energia a fim de manter seguras as vacinas armazenadas. Os bens de primeira necessidade pré-posicionados pelo Fundo das Nações Unidas para as Crianças em várias cidades estão a ser utilizados e está em curso a aquisição de alimentos terapêuticos e sais de reidratação oral – um tratamento simples mas altamente eficaz contra as doenças diarreicas.

Nos meios de Comunicação social nacionais estão a ser divulgadas mensagens para alertar as crianças e os pais acerca dos perigos dos engenhos explosivos não detonados, bem como sobre as maneiras de lidar com a aflição causada pelo conflito.

“Neste momento as condições são muito perigosas,” afirmou a Drª Gamila Hibatullah, da UNICEF, em Aden. “Os hospitais estão sobrelotados e até as ambulâncias têm sido assaltadas.”
 
O conflito está a agravar a já precária situação das crianças num dos países mais pobres da região, sendo predominante no Iémen a insegurança alimentar e estando generalizada nas crianças mais pequenas a malnutrição aguda grave.

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