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porUNICEF
fonteUNICEF
a 17 MAR 2015

1 em cada 5 infecções de Ébola atinge uma criança

Novo relatório da UNICEF sublinha a urgência de chegar a zero casos de Ébola, ao mesmo tempo que os serviços básicos são reiniciados.

O surto de Ébola teve um impacto devastador nas crianças, que contabilizam cerca de 20 por cento das infecções ocorridas na Guiné, Libéria e Serra Leoa. Para proteger estas crianças e as suas comunidades, é essencial combater este flagelo, enquanto se trabalha para restabelecer os serviços básicos, disse a UNICEF num relatório publicado hoje.

“O surto não irá terminar enquanto não chegarmos aos zero casos e cada contacto tenha sido rastreado e monitorizado. Não podemos baixar os braços,” disse Barbara Bentein, Coordenadora Global de Emergência para o Ébola da UNICEF. “Ao mesmo tempo, os serviços básicos têm de ser restabelecidos de forma segura e responsável, usando recursos de resposta a esta crise.”

O relatório analisa o impacto dramático que o Ébola teve sobre as crianças, uma vez que o surto atingiu algumas das comunidades mais vulneráveis em alguns dos países mais vulneráveis do mundo. Das mais de 24.000 pessoas infectadas, cerca de 5.000 são crianças, enquanto mais de 16.000 crianças perderam um ou ambos os pais ou a principal cuidador. E, para cerca de 9 milhões de crianças que vivem em áreas afectadas, o Ébola foi aterrador. Estas crianças assistiram a mortes e sofrimento que ultrapassam o seu entendimento.

O relatório aponta também para o papel central que as comunidades estão a desempenhar na resposta ao Ébola e mostra tendências encorajadoras em matéria de comportamentos seguros. Na Libéria, por exemplo, um inquérito indica que 72 por cento da população acredita que qualquer pessoa que tenha sintomas de Ébola vai receber melhores cuidados num centro de tratamento, o que é significativo visto que muitas das vítimas de Ébola permaneciam em casa, o que contribuía para o alastramento da doença na comunidade.

Durante a participação na resposta ao Ébola, a UNICEF e os seus parceiros imunizaram milhares de crianças contra outras doenças mortais, tais como o sarampo, reforçando os serviços de cuidados de saúde primários, e ajudou a minimizar o risco de infecções de Ébola quando as escolas reabriram após alguns meses de encerramento, o que deixou 5 milhões de crianças fora da escola.

A longo prazo, investir na melhoria dos sistemas de cuidados de saúde nos países afectados pelo Ébola irá ajudar a enfrentar outras doenças como o sarampo, a pneumonia e a diarreia, que afectam significativamente as crianças. O planeamento de uma recuperação a longo prazo deverá ter em conta os progressos alcançados durante a resposta à crise de Ébola, para reconstruir melhor e abordar desigualdades históricas, afirma o relatório.

Pode consultar o relatório aqui.

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