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porUNICEF
fonteUNICEF
a 10 FEV 2015

Mais crianças libertadas de um grupo armado no Sudão do Sul

A UNICEF e seus parceiros estão a  supervisionar a libertação de mais 300 crianças de um grupo armado no Sudão do Sul.

Em Pibor, no Estado de Jonglei, as crianças entregaram as suas armas e uniformes numa cerimónia acompanhada pela Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, e pela Facção Cobra, com o apoio da UNICEF. Irão passar a sua primeira noite num centro de cuidados provisório onde vão receber alimentos, água e vestuário. Terão também acesso a serviços de saúde e apoio psicossocial.

Esta operação segue-se à que teve lugar há duas semanas, no decurso da qual foram libertadas 249 crianças com idades entre os 11 e os 17 anos na aldeia de Gumuruk. Estão previstas mais libertações faseadas das outras crianças - da Facção Cobra do Exército Democrático do Sudão do Sul (SSDA), liderada por David Yau Yau -, no decurso do próximo mês, naquela que é uma das maiores desmobilizações de crianças alguma vez realizadas. A Facção Cobra informou a UNICEF de que têm 3.000 crianças no seu grupo armado.

Apesar dos enormes desafios com que se defrontam as crianças libertadas ao adaptarem-se à vida civil após um período que chegou a durar quatro anos no grupo armado, existem sinais positivos em Gumuruk de que o processo de reintegração está a resultar. Nas duas semanas que se seguiram à sua libertação, 179 crianças regressaram às suas famílias enquanto 70 outras estão a viver num centro de cuidados provisório e apoiado pela UNICEF enquanto se procede à localização e reunificação das famílias. Todos os 249 rapazes frequentam diariamente o centro de cuidados para tomar as refeições, realizar actividades recreativas e receber apoio psicossocial.

“Cada criança libertada representa a oportunidade de uma nova vida,” afirmou o Representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch. “Estamos a ser testemunhas das consequências negativas que o envolvimento num grupo armado teve nos rapazes; alguns isolam-se enquanto outros têm um comportamento violento e agressivo - em vez de brincarem, alguns põem-se a marchar.

“Para evitar o risco de re-recrutamento e assegurar que cada criança poderá desenvolver plenamente o seu potencial, precisam de um ambiente protector onde recebam não só alimentos e água, mas também aconselhamento, capacitação e a oportunidade de regressarem à escola,” afirmou Veitch.

As crianças libertadas e as comunidades locais têm manifestado inequivocamente à UNICEF que a educação é a sua principal prioridade. A UNICEF está a melhorar o acesso à educação em cada um dos locais onde se realizaram as operações de libertação, através da consolidação das instalações existentes ou proporcionando novas escolas onde antes não existia nenhuma. Estima-se que 20.000 crianças nas comunidades envolvidas irão beneficiar destes esforços. Por outro lado, a UNICEF e parceiros irá prestar assistência às crianças, muitas das quais nunca foram à escola, proporcionando oportunidades vocacionais.

Há alguns dias, a UNICEF fretou voos e entregou bens essenciais transportados em camiões para os sectores de água e saneamento, educação e saúde na Área Administrativa Alargada de Pibor, aproveitando o acesso humanitário agilizado por terra na estação seca. A UNICEF tem dez funcionários no terreno e que estão a supervisionar o programa de libertação e reintegração.

A UNICEF estima em 2.330 dólares para 24 meses os custos de libertação e reintegração de cada criança. A UNICEF está a apelar para a angariação de 13 milhões de dólares para financiar as necessidades imediatas das crianças libertadas e das comunidades vulneráveis onde agora vivem.
 

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