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a17 OUT 2016
localLisboa
porEAPN

Conferência sobre Economia e Pobreza

A EAPN Portugal, enquanto instituição de solidariedade social de âmbito nacional, constituída por mais de 1400 instituições e pessoas em nome individual que atuam no campo da luta contra a pobreza, sempre defendeu e tem procurado influenciar positivamente, um entendimento da pobreza e das suas causas que não se confunda com uma mera fatalidade ou consequência de comportamentos individuais, mas como uma violação de direitos humanos fundamentais, criada pelo funcionamento de um determinado sistema económico e social injusto, fruto de escolhas políticas.

A Europa está hoje confrontada com grandes desafios socioeconómicos que afetam significativamente o seu futuro. Estes incluem: crescentes interdependências culturais e económicas, envelhecimento e mudanças demográficas, exclusão social e pobreza, integração e desintegração, desigualdades e fluxos migratórios, um decrescente sentido de confiança nas instituições democráticas e entre cidadãos dentro e entre cada país.

Por sua vez, Portugal viveu recentemente uma das suas piores crises das últimas décadas, a estagnação prolongada e a crise económica, bem como o crescimento das desigualdades sociais agravadas por sucessivas políticas de austeridade em resposta à crise, colocam-nos perante grandes desafios futuros, nomeadamente, o desafio do crescimento económico e a sua importância na distribuição do rendimento na economia e as suas importantes implicações na criação de uma sociedade de iguais oportunidade para todos.

Neste sentido, a EAPN Portugal no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza vai realizar  um debate com um conjunto de economistas para reflectir sobre a realidade portuguesa,  os principais desafios societais atuais, os modelos macroeconómicos recentes e a sua (in) capacidade de dar resposta a esses mesmos desafios, bem como identificar soluções e propostas que alarguem o leque de alternativas a considerar no debate público. O foco do debate deverá ser o entendimento e promoção ou implementação dos mecanismos para promover o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo; de organizações, práticas e políticas de confiança, necessárias para construir sociedades resilientes, inclusivas, participativas, abertas e criativas, em particular tendo em consideração as migrações, a integração e as alterações demográficas.

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